No último capítulo de Seleção Nacional, programado entre o Batalha e a Cineteca de Madrid, apresentamos um programa dedicado a histórias e experiências “telúricas” no cinema de Portugal e de Espanha: filmes que se ligam à terra, à paisagem, e quebram fronteiras de cultura e de tempo, manifestando modos de produção e pensamento no campo do cinema que se procuram entrelaçar com dinâmicas que não se dissociam dos ritmos da natureza. Partindo dos movimentos de criação fílmica dos períodos de pós-ditaduras, até ao cinema contemporâneo posterior às crises económicas de 2008, as sessões colocam em diálogo direto ou lateral obras dos dois países que se abrem frontalmente a modos de produção fílmica e a formas de vida que se desenvolvem em conexão com os elementos naturais: ora observando, ora participando na sua agência. Entre a força pulsante de vulcões, a imersão humana em rituais de colheita, as festas sacro-profanas que assinalam estações, os “regressos” a ideias de casa, de matéria vital e de tempo que iluminam um futuro socioeconómico turvo, talvez sem esperança e comprometido, apresentamos — entre o Porto e Madrid — um conjunto de filmes que ilustram um recorte peninsular deste cinema “telúrico”.
Curadoria de Guilherme Blanc e Luís Parés (Diretor da Cineteca de Madrid e da Documenta Madrid)

Arraianos, Eloy Enciso, 2012
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No último capítulo de Seleção Nacional, programado entre o Batalha e a Cineteca de Madrid, apresentamos um programa dedicado a histórias e experiências “telúricas” no cinema de Portugal e de Espanha: filmes que se ligam à terra, à paisagem, e quebram fronteiras de cultura e de tempo, manifestando modos de produção e pensamento no campo do cinema que se procuram entrelaçar com dinâmicas que não se dissociam dos ritmos da natureza. Partindo dos movimentos de criação fílmica dos períodos de pós-ditaduras, até ao cinema contemporâneo posterior às crises económicas de 2008, as sessões colocam em diálogo direto ou lateral obras dos dois países que se abrem frontalmente a modos de produção fílmica e a formas de vida que se desenvolvem em conexão com os elementos naturais: ora observando, ora participando na sua agência. Entre a força pulsante de vulcões, a imersão humana em rituais de colheita, as festas sacro-profanas que assinalam estações, os “regressos” a ideias de casa, de matéria vital e de tempo que iluminam um futuro socioeconómico turvo, talvez sem esperança e comprometido, apresentamos — entre o Porto e Madrid — um conjunto de filmes que ilustram um recorte peninsular deste cinema “telúrico”.
Curadoria de Guilherme Blanc e Luís Parés (Diretor da Cineteca de Madrid e da Documenta Madrid)
Sessões
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