
Programa:
A sessão apresenta sete obras de Diana Policarpo, realizadas entre 2020 e 2024, e associadas em sequência como num painel medieval. Numa linguagem semi-documental, a artista serve-se de um mosaico de referências que abrangem a mitologia clássica, a arte do Renascimento e a ficção científica para evidenciar a dimensão atemporal das relações inter-espécies. Através de uma inquietante estranheza, estabelece-se um diálogo entre o cósmico e o microscópico, questionando o lugar do ser humano num sistema em que este aparece como ator secundário. Entre cenários laboratoriais e paisagens marcianas, o humano aparece aqui como corpo paranóico e alucinado, organismo à mercê das micro-espécies e do capitalismo selvagem, realçando as afinidades biológicas e sociais do sistema. Este olhar biocêntrico confere o protagonismo a fungos e a agentes tóxicos que exaltam a permeabilidade de todos os processos vitais e a impossibilidade da fronteira no mundo natural. Neste lugar, a doença do mundo não é mais que a sua recriação, e, apesar de todas as ameaças, a vida surge sob o signo do fogo em permanente expansão.
Obras:
The Oracle (2020)
Bosch’s Garden (2020)
Toxic Blooms (2022)
When the Sea Swallows (2022)
The Fourth Door (2022)
Summer Grass Winter Worm (2024)
Adaptogens (2024)
Sessões
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